Taxa Selic o que é? Como influencia no mercado imobiliário?

Você já deve ter ouvido falar sobre a taxa Selic, não é mesmo? De vez em quando, ela ganha destaque nos noticiários econômicos. Mas você sabe o que é taxa Selic? Ao contrário do que as pessoas imaginam, entender esse conceito não é algo destinado apenas aos economistas, uma vez que a taxa Selic influencia a oferta de crédito ao cidadão comum.

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Se você quer aprender mais sobre esse tema, bem como de que forma essa taxa afeta o mercado imobiliário, basta ler este artigo!

Afinal de contas, o que é a taxa Selic?
Selic é uma sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Essa taxa foi criada em 1979, com o objetivo de tornar mais transparente e segura a compra de títulos públicos. Os títulos públicos, por sua vez, são ativos que o governo vende para poder financiar a dívida pública. Quem os compra empresta dinheiro ao governo e, em troca, recebe rendimentos por essa aplicação.

Todos os dias, os bancos realizam milhões de transações financeiras (depósitos e saques). Existe um valor mínimo que um banco deve manter em caixa, mas, para evitar que falte de dinheiro, é comum que os bancos emprestem capital entre si, no final do expediente, para equilibrar as contas.

Esse empréstimo dura um dia, e os bancos dão como garantia os títulos públicos que têm. Obviamente, o banco que tomou o empréstimo precisa pagar juros à instituição que emprestou a quantia. A taxa Selic é que define o valor dos juros desse empréstimo entre bancos.

Por fim, o Comitê de Política Monetária (COPOM) estabelece uma meta para a Selic: ela não é imposta, como muitos imaginam.

Viu como não é complicado saber o que é a taxa Selic? Então, vamos ver como ela impacta o mercado imobiliário.

Como essa taxa altera o mercado imobiliário?
Comprar um imóvel é um grande investimento financeiro. É normal que as pessoas precisem de crédito para poder realizá-lo. Toda a vez que a taxa de juros do empréstimo entre os bancos (Selic) sobe, as outras linhas de crédito também se tornam mais caras.

Sendo mais caro obter um financiamento, é provável que a procura por imóveis diminua, o que ajuda a baixar o preço dessas propriedades — ou, pelo menos, evitar que continuem subindo.

Por outro lado, se a Selic estiver menor, torna-se mais barato obter um financiamento, a procura por imóveis cresce e, consequentemente, casas, terrenos e apartamentos podem se tornar mais caros.

A Selic altera a compra de quem paga à vista?
Sim. Com mais ou menos pessoas obtendo crédito, a procura imobiliária é alterada, e isso pode abrir oportunidades para quem já tem o capital necessário para investir. Nesse contexto, comprar um imóvel à vista pode ser mais fácil se a Selic estiver alta.

Ademais, percebemos que essa taxa ajuda a conter a inflação. Por isso, ainda que você não tenha planos de comprar nada, saiba que o seu dia a dia será impactado pela Selic.

Agora que você entendeu o que é taxa Selic, ficou mais fácil compreender como esse tema muda o seu dia a dia, não é verdade? A queda da Selic pode indicar um bom momento para comprar uma casa, mas existem outros sinais que revelam se o período é adequado para realizar o melhor negócio.

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4 Dicas para recém-casados conquistarem o primeiro imóvel

Nada melhor para os recém-casados do que conquistar o primeiro imóvel. Depois de arcar com os gastos do casamento, poder sair do aluguel e passar a investir no cantinho da família que está se formando é um grande passo. Isso sem contar na liberdade de poder deixar o local com a cara do casal.

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Para realizar esse sonho, é preciso cuidado com alguns pontos, tanto para não ter problemas financeiros futuramente quanto para encontrar uma casa que agrade a ambos. Portanto, é necessário que, antes de tudo, o casal esteja plenamente alinhado quanto aos interesses, desejos e condições econômicas, para que não haja surpresas pelo caminho e o processo de compra do lar seja muito mais simples e agradável.

Portanto, para chegar ao tão esperado momento da compra da casa própria do casal sem muita dor de cabeça, é preciso seguir alguns passos:

1 – Planeje-se

Ter a sua própria casa traz de bagagem várias outras contas a serem pagas, fora o valor mensal a ser pago pelo imóvel. Por isso, é muito importante que vocês realizem uma planejamento de suas finanças, pensando sempre em como as contas serão pagas todo mês. O recomendado é que seja separado 20% da renda para realizar compras para a casa e lembrar sempre que existem outros possíveis gastos com manutenções do imóvel.

2 – Invista em uma poupança

Sendo individual ou conjunta, colocar uma quantia na poupança mensalmente é uma boa forma de criar uma reserva para o casal, principalmente se estiverem pensando em ter filhos futuramente. Essa opção também é bastante favorável pelo fato de que todo o dinheiro depositado gera juros e não exige que você deposite uma quantia muito grande para ter resultados, podendo investir o quanto você quiser por mês.

3 – Pesquise as opções do mercado imobiliário

Mesmo que vocês se deparem com imóveis com um preço baixo, é importante ficar atento as outras opções e principalmente se aquele local é realmente o que está sendo oferecido. Realizar uma pesquisa mais detalhada sobre o mercado imobiliário e econômico do momento evita arrependimentos pela compra futuramente e garante que você conquiste a casa ideal para vocês.

4 – Analise o estilo do imóvel

Outro grande ponto que pode trazer arrependimentos depois da compra é se todas as possibilidades para aquele imóvel não forem bem pensadas. Por isso, tenha em mente se vocês desejam crescer a família, ter animais e se a casa atende aos seus gostos. Assim você garante ainda mais satisfação ao comprar o seu futuro lar.

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Porque esta, é uma boa hora para comprar imóvel?

Quem está em busca de um imóvel para morar encontra um cenário favorável pela frente: a combinação de financiamentos com juros baixos e imóveis com preços ainda estáveis. As vendas do mercado imobiliário ensaiam uma recuperação, mas o movimento ainda é morno, o que pode gerar chances de barganha para o consumidor.

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Os lançamentos de imóveis novos cresceram 23,3% nos últimos 12 meses, enquanto as vendas subiram somente 8% no mesmo no mesmo período, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Isso significa que ainda há estoques e oportunidades de negociação diante de um mercado reprimido.

Além dos preços, as condições de financiamento também estão atraentes. Os bancos reduziram as taxas do financiamento imobiliário, uma reação à queda nos juros da Caixa e à manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em sua mínima histórica, 6,50% ao ano. A taxa média do financiamento imobiliário em abril era de 8,1% ao ano, segundo o Banco Central.

Taxas baixas devem impulsionar os financiamentos imobiliários, que devem crescer 10% este ano, segundo o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto Duarte de Abreu Filho.
“É uma sinalização positiva de retomada, mas ainda não é um número para celebrar. A recuperação vai ser mais lenta do que imaginávamos”, diz.

As taxas baixas devem durar pouco tempo. “Diante das incertezas no cenário político e econômico, o mercado espera que os juros voltem a subir em 2019 e isso vai influenciar o mercado imobiliário”, explica o economista da Fipe Bruno Oliva.

Volta da inflação, aumento dos juros nos Estados Unidos, alta do dólar e eleições são fatores que podem levar o Banco Central a subir os juros novamente.

Já os preços dos imóveis devem se manter estáveis até o ano que vem, segundo Oliva, diante da falta de confiança dos consumidores na economia e da recuperação devagar do mercado imobiliário.

“Não é preciso correr, mas há possibilidades de encontrar bons negócios para quem procurar com calma. Mesmo que a economia volte a crescer, os preços dos imóveis vão demorar mais para subir do que os preços de outros ativos”, diz Oliva.

A tendência é que as boas oportunidades de negócio diminuam com o tempo, já que os estoques estão cada vez menores, como aponta o executivo do grupo Ourinvest Nelson Campos. “Ainda que o cenário não esteja consolidado, é momento para olhar os imóveis com carinho”, diz.

Momento é bom só para quem se planejou
Apesar do bom momento, só é favorável comprar um imóvel agora para quem se planejou financeiramente, isto é, juntou o valor da entrada. Os bancos privados exigem 20% do valor do imóvel de entrada, no mínimo, e a Caixa, 30%. Porém, para a parcela do financiamento ser equivalente ao custo mensal do aluguel, é recomendável dar uma entrada de 50%, pelo menos.

“Na maioria dos casos, a prestação vai custar até três vezes o valor do aluguel, se você não se planejar para dar uma entrada maior”, explica o especialista em crédito imobiliário Marcelo Prata, fundador dos sites Canal do Crédito e Resale.

Além disso, para financiar um imóvel, é preciso ter uma vida financeira estável, com alguma previsibilidade no emprego.

Como fechar o melhor negócio
Com o aumento dos estoques de imóveis das incorporadoras, as melhores oportunidades de negócio podem estar em imóveis novos, não mais em usados, como antigamente. Mas é melhor garimpar antes de excluir possibilidades. O momento é para barganhar. Os descontos médios são de 10%, segundo Prata.

Vale sondar com moradores e corretores se o prédio tem problemas ou se a taxa de condomínio é alta, por exemplo. Também é importante pensar se o perfil e a localização do imóvel se encaixam nos seus planos. “Nunca assine a compra de cara, no estande de vendas. Controle a empolgação”, orienta Prata.

Ao escolher o financiamento do banco, compare o Custo Efetivo Total (CET), que inclui o valor de todas as taxas além dos juros, e propostas de todos os bancos. A pesquisa dá trabalho, mas é importante para reduzir o valor das prestações.

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